No dia 26 e 27 de Junho, os alunos que frequentam o clube de leitura “Ler para Cresc(S)er” realizaram, no âmbito das suas actividades, uma viagem de estudo ao Badoca ParK, situado em Santiago do Cacém e ao Oceanário de Lisboa.
Foi uma viagem de estudo interessante, não só do ponto de vista lúdico, como também do ponto de vista educacional, na medida em que havia uma preocupação em mostrar aos alunos uma realidade natural-a natureza e os animais - que é necessário preservar para bem da sustentabilidade do nosso planeta terra.
Como todas as actividades realizadas por este clube, esta viagem revestiu-se de algum trabalho suplementar e só foi possível graças ao apoio e contributo financeiro de algumas entidades locais, tais como:a Câmara Municipal de Mondim; à construtora Saldanha;as Juntas de Freguesia de Ermelo, Atei, Paradânça, Mondim de Basto ; ao mediador de Seguros da Companhia Fidelidade, José Luís; aos bancos BPI e Caixa Geral dos Depósitos; à Associação de Pais do Conselho de Mondim de Basto; às farmácias locais e funerária Pereira e Barros Lda.
Os responsáveis por este clube estão de parabéns pelo excelente trabalho realizado ao longo do ano lectivo.
Eis, então, alguns momentos que as máquinas fotográficas registaram. Quanto à felicidade e o entusiasmo vividos,esses são momentos difíceis de registar e ficam gravados na memória daqueles que os vivenciaram.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Os alunos do clube de leitura"Ler para Cresc(S)er
A Princesa dos Pés Pretos
esteve excelente e digna de ser vista. Revelou muito trabalho e empenho, quer da parte dos alunos que estavam felizes por poderem mostrar o que de muito se faz nas escolas, quer da docente que proporcionou esse momento de felicidade. Esta peça para além da componente lúdica, tinha uma componente educativa, virada para os valores da cidadania, na medida em que alertava a sociedade para a necessidade de preservar a natureza e salvar o planeta terra da poluição e da destruição humana.
PERSONAGENS
- BORBOLETA
- CAÇADOR DE BORBOLETAS
- PRÍNCIPE MALMEQUER
- PRINCESA DOS PÉS PRETOS
- MOCHO ADIVINHO
- CAVALEIRO VENTO
- BICHO DAS SETE CABEÇAS
Príncipe Malmequer
(está sentado junto à árvore, de cabeça baixa)
Borboleta ( esvoaça)
Caçador de Borboletas (persegue a borboleta e fala para o público)
Ei, quietos e calados! Chiuuu! Que esta maravilha está em falta na minha colecção. Mas desta vez não escapa, não! (vai devagarinho para tentar apanhar a borboleta)
Borboleta(vai pousar no príncipe malmequer)
Caçador de Borboletas
(tenta apanhar novamente a borboleta. Tropeça no malmequer e cai. A borboleta foge e sai de cena. O caçador fica zangado e desanimado.)
Para que foste nascer aqui? Corro há meses atrás daquela mariposa, apareces tu no caminho, passas-me uma rasteira, quase partia o meu narizinho.(...) Ai que dor!... (chora e esfrega o joelho)
Malmequer ( chora também)
Caçador(pára de chorar)
Malmequer(também se cala)
Caçador
- Mau! Ia dizer que este sítio tem eco.(chora)
Malmequer (chora)
Caçador
- Ai, ai, ai, ai! Alguém está a fazer troça da minha azelhice, ou será o espírito da borboleta que ficou a pairar no prado?
(admirado, tenta localizar de onde vem o som. Descobre o Malmequer).
- Quem és tu?
Malmequer
- Sou um malmequer.
Caçador(irónico)
- Malmequer? Logo vi! Fizeste com que perdesse uma bela borboleta para a minha colecção. Malmequer... não me quer bem, não. Olha... estou triste e muito zangado contigo.
Malmequer
- Não te zangues caçador. A minha tristeza é maior.
Caçador
- Maior que a minha? Pode lá ser! Não sabes o que é andar dias a calcorrear prados, escalar montanhas, trepar às árvores dos bosques à procura duma borboleta rara, tê-la à mão e, de repente, vê-la pisgar-se mesmo debaixo do nariz.
Malmequer
- Por uma borboleta estás triste. Como não hei-de estar eu, que choro porque uma desgraça se abateu sobre a minha família.
Caçador
- Donde vens tu? Onde moras?
Malmequer
- Vivo no seio da terra. Sou do reino das raízes, das sementes, dos grãos, das flores, das árvores, das montanhas, dos frutos, dos rios, das cores e das águas cristalinas. O meu reino está doente e não há meio de descobrir remédio para a aflição por que estamos a passar.
A princesa flor, minha irmã está muito mal. Tem os pés da cor do breu.
Caçador
-Conheço todas as cores, menos essa.
Malmequer
-A cor do breu é preta. Até eu, que era amarelinho, estou a ficar malhado. Bem mandámos chamar sabedorias, físicos, alquimistas, boticários, barbeiros e charlatões. Todos receitaram ervanárias, sangrias, tisanas, mezinhas, pós e pomadas, mas a princesa, essa, com os pés negros ficou. Eu começo a ficar estragado.
Um nevoeiro baço invade a minha terra. O que dantes era cor, beleza, alegria, hoje é triste, feio e cinzento.
Ando a correr mundo à procura de alguém que possa descobrir remédio para a doença que alastra. Queres ajudar-me?
Caçador(indeciso)
- Bom... no teu reino há borboletas?
Malmequer
- Se há! Mais de duzentas mil. Asas de Cristais multicolores. De noite, são como foguetes de lágrimas a bailar à luz dos pirilampos. De dia, são maravilhosos leques vivos de encher os olhos.
Caçador
- E... na tua terra pode-se caçar borboletas?
Malmequer
- Caçar? O que é isso?
Caçador
- Caçar... é prender, aprisionar, meter na gaiola...
Malmequer
- No meu reino não há prisões. Todos nascemos e morremos livres. Mas, para que queres tu aprisionar borboletas?
Caçador
- Para ser só eu a olhar para elas. Para poder dizer: fui eu quem as caçou. São minhas. Muito minhas.
Malmequer
- Se for só para olhar, levo-te ao meu reino e falarás com a minha amiga, a dama da couve, que é a rainha das borboletas.
Pelo caminho contar-te-ei uma linda história de amor, entre uma flor cor-de-rosa e uma borboleta azul. Anda. Falarás e conhecerás a minha irmã, a Princesa Flor.
Caçador
- E com a rainha das borboletas?
-
Malmequer
- Sim, também com essa.
Caçador de borboletas e príncipe malmequer
(fazem uma viagem até ao reino do príncipe malmequer)
Malmequer
- Chegámos. É aqui.
CENA II
Princesa dos pés pretos, Príncipe Malmequer, Mocho Adivinho e Caçador de Borboletas
(entram a cantar em coro. A Princesa tem os pés pretos e vem a chorar)
CORO
Do reino da natureza
A alegria foi-se embora,
O cinzento invade tudo
Tudo é triste, tudo é triste, tudo chora.
Até a princesa Flor
Chora que dói o coração
Tem os seus pés escuros
Tão negros, tão negros como o carvão.
Princesa(chorosa)
- Adivinho, o que vês?
Adivinho
- Desolação!
Todos
- Tchu...!
Adivinho
- Vejo agora um planeta a dar pancada num cometa, dentro da casa solar.
Princesa
- O que lês?
Adivinho
- Guerra nuclear!!!
Todos(arrepiados de medo)
- Credo em cruz, santo nome de Jesus!!!
Adivinho
- Lua Cheia e Lua Nova a fugirem do Leão. Uma com a mão no nariz, outra com o nariz na mão...
Princesa
- Que significa?
Adivinho
- Poluição!
Todos
- Breee!!!
Princesa
- Astrónomo pergunta agora à Estrela Polar se o Cavaleiro Vento demora muito a chegar.
Adivinho
- Estrelinha, estrelinha dalém, o cavaleiro vento vem ou não vem?
Cavaleiro Vento(entrando, roupas flutuantes)
- Cavaleiro Vento, que novas me trazes desse mundo lá de fora?
Vento(canta e fala para o público)
Sou vento aventureiro
Corro o mundo de lés a lés
O que vi por esse mundo
Não tem cabeça nem pés.
- Subi às nuvens, escorreguei pelas gargantas das montanhas, levantei as areias dos desertos, soprei os gelos dos pólos, empurrei as ondas do mar, deslizei nas neves dos montes, abanei as árvores das florestas, varri o capim das savanas. O que vi, deixou-me aterrado. São histórias de arrepiar.(...)
Que fazer? Uivar um lamento? Armar pé-de-vento? Não. Para esquecer a minha tristeza e dor, vou bailar ao redor. Vou tornar-me tornado, tempestade, ciclone, furacão. Vou assobiar aos ouvidos de todos os homens até dizerem não...à destruição.
(ouve-se o vento a soprar e as personagens tremem de medo. Depois acalma-se e sai)
Adivinho
(olhando para a bola de cristal)
- Princesa! Já vejo a solução para curar o teu mal e a nossa aflição.
Princesa
- Diz! Diz depressa o que vês!
Adivinho
- Vejo um bicho-de-sete-cabeças a vomitar fumo preto para o ar e a água negra do mar.
Vejo um enorme dragão a devorar florestas e a trincar cactos ressequidos.
Vejo uma flor, quase a abafar com falta de ar.
Vejo lixo a passear, o barulho a crescer, o nevoeiro a aparecer, a cor verde a fugir e o cinzento a vir.
Estou a ver a terra a ficar envenenada, a expirar e a morrer.
Todos(dizem e cantam em coro))
- Mas isto não pode ser, não!
É preciso matar o dragão!
Nasceu um bicho medonho
Cobra, serpente, dragão
Sete cores, sete cabeças,
Um nome: poluição!
Quem o fez, quem o pariu
Foi o homem e o seu bem-estar
Agora o bicho está vivo
Alguém o tem de matar.
- Tiremos à sorte para encontrar quem, dentre nós o há-de exterminar.(...)
Caçador
-E se me calha a mim? Nem pensar. Morro de medo e não completo a minha colecção de borboletas.
(continua a cantilena, depois de estar acabada...)
-Oh! Não! Calhou-me a mim!!!
Adivinho(para o caçador)
Para matar o dragão, presta a tenção: terás de lutar. Só com esforço, trabalho e coragem o conseguirás. (...)
Caçador(para o público)
- Que chatice, isto só me toca a mim!
Adivinho
- Vai e que a sorte esteja contigo.
Todos
- Que a coragem esteja contigo.
Princesa dos pés pretos, príncipe Malmequer e Mocho Adivinho(saem)
CENA III
Caçador (Inicia uma longa viagem e fala para o público)
- Quando chegar ao buraco do bicho não quero ouvir sussurro nem cochicho. Vamos fazer uma combinação? Todos têm de suspender a respiração para não acordar o dragão.
Já lá vão dois dias. (boceja)
Que sono. Vou matar o bicho... vou beber café para me manter em pé. (treme)
Já estou a tremer?
Eu cá não sou medroso, não senhor! É que o café põe-me nervoso. (...)Os meus olhos pesam toneladas. Vou descansar um pouquinho. (nota que há barulho na sala)
Chiuuu! Então, o combinado?
Bicho das Sete Cabeças
(está a dormir à porta do seu covil. O Dragão simboliza o reverso negativo do desenvolvimento e progresso industrial: a poluição do planeta nas suas diversas faces. O bicho das sete cabeças, ao mais pequeno barulho mexe-se)
Caçador(dormindo. A partir de determinada altura ressona forte)
Bicho das Sete Cabeças
(acorda furioso e ameaçador com o ressonar do caçador. Dirige-se ao caçador)
Caçador
- Aiii! Ó mãããeeeeee olhe ele!!! (foge para o público. De longe, põe-se a provocar o dragão)
- - Anda cá, julgas que tenho medo de ti? Faço-te num oito. Dou-te um nó nessas cacholas!
Bicho das Sete Cabeças(faz que sai do palco)
Caçador(Cheio de medo)
- Ai, que ele vem aí! Agarrai-me senão eu mato-o!
Bicho das Sete Cabeças
- Ó pá anda cá para a minha porta que eu é que te digo o arroz!
Caçador(fanfarronando)
- Anda cá que eu tiro-te a tosse, limpo-te o sebo, ó sebento!
- Andas para aí a estragar as florinhas, seu porcalhão!
Bicho das Sete Cabeças(sai do palco)
Caçador(para o público)
Socorro! Help! Valha-me Santo António que estou perdido! Ó mãe!!
Bicho das Sete Cabeças(ameaçador, vai para o palco aos berros atrás do caçador)
Princesa dos pés pretos, Príncipe malmequer e Mocho Adivinho(entram a cantar em coro)
Cantem seres da natureza
Canta chuva, canta mar
Ó ervas cantem em coro
Não é preciso chorar.
Morreu bicho peçonhento
Às mãos de quem o criou
Era um filho do homem
Homem fez, homem matou!
Caçador
Agora toca a avisar da morte do bicho. (grita)
-Matei o bicho!
Príncipe Malmequer, Princesa dos Pés Pretos e Mocho Adivinho
Princesa
- Os meus pés estão brancos como a neve.
Malmequer
- Já não tenho manchas cinzentas
Adivinho
- A cor verde voltou ao nosso reino.
Vento(entrando)
- Boas novas vos trago. Já não chove chuva que rói, a água está límpida, o ar está fino e puro, o mar não tem nódoas negras, as maçãs estão rosadinhas com saúde e um rouxinol canta uma bonita melodia.
Malmequer
- Bailemos, que nasceu um novo dia!
Todos, menos o caçador(bailam)
Adivinho
- Na floresta, vou organizar uma grande festa!
Caçador
- Ora esta. Estão a ver? Fui mata-bicho, liquidei um dragão, agora todos se esquecem de mim. Oh! Ingratidão, ingratidão!
Princesa(dirigindo-se ao caçador, canta)
(...)
Não há reis da Natureza
Reis nós somos tu e eu
Se vivermos um p’ró outro
Um novo dia nasceu.
Vento
- Adivinho, o que diz a bola?
Adivinho
- Vejo um casamento entre um Homem e uma princesa do Reino da Natureza. Mil anos de felicidade, muitos filhos... com certeza.
(Princesa dos Pés Pretos e Caçador de Borboletas juntos, de mãos dadas.)
Autor(desconhecido)
FIM
sábado, 21 de junho de 2008
Dramatização do 7ºA
a paternidade da dramaturgia espanhola com o autor Juan del Encina.
Obra intemporal, pela actualidade crítica às figuras tipo que encarnam os vários sectores da sociedade portuguesa quinhentista, como a justiça, a igreja..., o Auto da Barca do Inferno é, por excelência, a obra escolhida por muitas escolas e companhias de teatro para encenação.
Como encenador e actor, Gil Vicente foi único, mas os alunos do 7ºA também estiveram muito bem, tendo já dado, noutros momentos, mostras do gosto pela representação.
Aqui publicamos algumas fotografias, como forma de reconhecer o seu trabalho e o do seu professor.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Fotografias do Dia da Criança




É com bastante nostalgia e saudade que lembramos essa etapa linda das nossas vidas, gostaríamos que o tempo parasse e voltasse atrás para podermos reviver as brincadeiras, pegar nos brinquedos feita por nós e ouvir as histórias que a nossa avó contava e que começava sempre assim: “Era uma vez…”, e imediatamente entrávamos no mundo de sonho e de fantasia.
Parafraseando as apalavras de Fernando Pessoa que dizia que “as crianças são o melhor que o mundo tem”, ser criança é a melhor e mais bela etapa da nossa vida, porque é ou deveria ser a idade da inocência, da birra e da alegria incontida, das brincadeiras espontâneas, dos gestos e palavras engraçados.
Às vezes, apetecia-nos ser sempre crianças, não pensarmos nas mazelas que a vida nos prepara e que, muitas vezes, atingem inocentes como muitas crianças que, por este mundo fora, são vítimas de violência e maus tratos.
Fernando Pessoa dizia “quando as crianças brincam”, a sua alma “começa a se alegrar”, foi exactamente isso que todos nós sentimos no dia 3 de Junho, data em que se assinalou o Dia Mundial da Criança, organizado pelo Clube de Leitura “Ler para Cresc(S)er”, da Escola E.B 2,3 / S de Mondim de Basto e da Câmara Municipal de Mondim de Basto. Foi uma manhã muito divertida e animada onde as crianças do pré-escolar, do primeiro e segundo ciclos participaram em várias actividades. Eis mais alguns desses momentos registados pelas máquinas fotográficas:







terça-feira, 6 de maio de 2008
A Mãe é...
É a melhor do mundo
Gosto muito dela
É um amor profundo
A minha mãe é uma flor
Dá-me todo o seu amor
Trata-me com o seu miminho
Porque eu sou um passarinho
Mãe tu és a luz
Que ilumina o meu dia
És a coisa mais bonita
Ajudas-me no dia-a-dia
Ana Borges, EB1 da Igreja, 2º ano
A minha mãe é muito bonita
Ela dá-me todo o seu amor
E dá-me também uma flor
E eu fico toda catita
A minha mãe é
A mulher mais bela
Ainda é mais bonita
Do que a Cinderela
Mãe tu és a luz
Que ilumina o dia
És a minha vida
E o meu dia-a-dia
Teresa Alves, EB1 da Igreja, 2º ano
A minha mãe é uma flor
Ela dá-me todo o seu amor
Ela dá-me o seu miminho
Porque eu dou-lhe o meu carinho
Mãe és tão bela
Que pareces a Cinderela
Bonita porque és a minha mãe
A quem eu quero muito bem
A minha mãe é magia
Dá-me livros de fantasia
Ela dá-me toda a alegria
Tanto de noite como de dia
Ela deu-me um chocolate
Em forma de tomate
Eu preciso sempre dela
Porque ela é muito bela
Eduardo Ribeiro, EB1 da Igreja. 2º ano
É uma flor
João Ribeiro, EB1 da Igreja, 2º ano
domingo, 4 de maio de 2008
Carta à Mãe
Querida Mãe
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Fotografias da peça "A Entrevista com o Pai Natal"


Peça de teatro
CECíLIA:_ Fomos encontrá-lo a fazer embrulhos e a arrumar sacos e malas no porta –bagagens do trenó. Para meter conversa, visto que o Pai Natal, sugeito muito modesto, não gosta de ser entrevistado, perguntámos-lhe:
RAFAEL:_ Então, muito trabalho, este ano?
PAI NATAL:_ Nem calcula! É que as meninas e os meninos estão cada vez mais exigentes. Só querem brinquedos caros e volumosos. Ora, eu, francamente, já não tenho forças para carregar com tanta coisa! Tome o peso a esta caixa, faça favor.(e dirige-se à Marta que pega nela e faz uma expressão de que realmente pesa muito)
MARTA:_ Ah, realmente , a caixa está pesada!
MÓNICA:_ E o que leva nessa caixa?
PAI NATAL:_ É um comboio eléctrico inteirinho, com os comandos, carruagens , baterias, estações! E não tenho ninguém que me ajude.
RUTE:_ Tens razão, Pai Natal!
PAI NATAL: _Claro que os meninos , depois, queixam-se de que eu não trouxe tudo o que eles pedem…Para chegar a todos tenho de reduzir a encomenda de cada um. O porta bagagens do trenó não é de elástico e as minhas forças também não são muitas.
RAFAEL:_ Só a sua paciência, Pai Natal, é infinita.
PAI NATAL:_ Nem sempre , meu amigo, nem sempre Quando recebo cartas como estas, perco a paciência. Ora lê.( desdobrou uma folha de papel e deu a ler a carta à Cá tia)
CÁTIA: _ “ Querido Pai Natal:
Queria pedir-lhe uma boneca daquelas grandes, que eu vi, no outro dia, numa montra, quando fui sair com a minha mãe. Queria enxoval completo da boneca, uma banheira para lhe dar banho, um pente , uma escova e um secador para cabelos de bonecas. Queria também um serviço de chá para bonecas, um triciclo, um jogo e uma lapiseira azul.
Para a minha irmã não mande nada, porque ela só sabe estragar-me os brinquedos.
Beijinhos da sua amiga
Luísa “
PAI NATAL:_ Leu tudo? Que tal aquele bocadinho em que ela diz para não dar nada à irmã? Veja se não é de uma pessoa perder a cabeça!
HELENA:_ Mas não perca, Pai Natal.__ A sua cabeça, onde cabem milhões de nomes, moradas e pedidos, é preciosa.
PAI NATAL:_ Nem me fale disso! Já não tenho memória para tanta coisa. Os pedidos , as listas aumentam de ano para ano…
SÍLVIA: _Não diga que já troou encomendas?
PAI NATAL:_ Se tenho!
RAFAELA:_ Que faz o Pai Natal quando o natal acaba?
PAI NATA L:_ Descanso umas semaninhas e, depois, ponho-me a trabalhar par a o Natal seguinte. Viajo muito, corro todas as exposições e fábricas de brinquedos , faço as minhas encomendas….Quando calha, disfarço-me de velho mendigo e vou ter com os meninos, que tantos trabalhos me deram.
ANA RAFAELA :_ E o que sucede? Os meninos acarinham-no, falam consigo, dão-lhe alguma prenda?
PAI NATAL:_ sofro cada desilusão ,minha amiga, que é preferível ficarmos por aqui. Talvez para o ano que vem lhe conte mais coisas.
CECÍLIA: Couberam ao Pai Natal as últimas palavras da entrevista . Aguardemos um ano e, até lá, vejam se não desiludem o Pai Natal.
António Torrado – Entrevista com o Pai Natal (Adaptado)
www.historiadodia.pt


