Mostrar mensagens com a etiqueta Produção escrita. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Produção escrita. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O Picarolas e o amigo rato








Daniel e Pedro, os autores desta história.














Nas aulas de apoio de Língua Portuguesa, os alunos gostam de imaginar histórias a partir de imagens. Partindo do livro, sugerido na semana passada " O Jardim dos Mil Cheirinhos", os alunos escolheram a história do ouriço. A professora fotocopiou apenas as imagens e eles, sob a sua orientação, imaginaram a história, que ficou muito bonita. Depois de concluida, a docente mandou-lhes ler a verdadeira. As diferenças não eram muitas.



Era uma vez um ouriço chamado Picarolas. Era assim que era conhecido por todos os seus amigos da floresta. Habitualmente era um ouriço alegre, brincalhão e conversador. A determinada altura, os seus amigos encontraram-no triste.
O amigo rato, o Patolas, decidiu visitá - lo, para ver o que se estava a passar.
O Picarolas conta ao Patolas o seu grande problema que era, nada mais nada menos, os seus picos. É verdade, o ouriço estava farto da sua imagem, pois não podia nem brincar com os seus amigos, sem os magoar, nem jogar à bola , o que ele tanto gostava, pois cada vez que tocava nela furava-a. Preocupado, o Patolas ouviu-o atentamente o amigo, pensando numa maneira de o ajudar.
O Patolas reuniu os seus irmãos ratos e contou-lhes o dilema do Picarolas.
Inicialmente, os irmãos ratos não gostaram da ideia porque temiam que os picos os magoassem. Mas, como tiveram pena do ouriço, decidiram ajudá-lo.
Foram ter com ele no lugar combinado, à beira do rio, e começaram a dura tarefa de arrancar os picos do ouriço. Ainda o trabalho ia a meio, já os raos estavam fartos e magoados, a escorrerem sangue pelos focinhos.
Terminada a dura operação estética, o ouriço chegou-se à beira do rio e viu a sua imagem reflectida na água e ficou bastante feliz, dizendo:
_ Não acham que eu agora estou mais bonito? Agora já posso brincar e jogar à bola…
_ Sim estás mais bonito!..._ disseram os ratos com ar cansado.
_ Amigos, quereis jogar à bola? _ perguntou o Picarolas, radiante.
_ Amanhã será melhor, amigo. Por hoje já chega.
No dia seguinte lá foram eles ter ao sítio combinado para jogar à bola .
Tudo corria bem quando, de repente, uma jogada mais forte atirou com a bola para longe. Sentindo-se mais leve e mais rápido do que o costume, porque não tinha os picos para o atrapalhar, o Picarolas ofereceu-se para ir buscar a bola. E assim fez. Pelo caminho aconteceu-lhe, no entanto, algo inesperado: a cobra-cascavel que se preparava para o atacar com o seu veneno mortífero. O Picarolas ficou assustado e a pensar como iria defender-se, sobretudo agora que não tinha os seus picos:
_ Ai os meus picos que falta me faziam tanto jeito agora! Como é que me vou defender agora desta malvada cobra?
Como o Picarolas estava a demorar, o Patolas e os seus irmãos foram ao seu encontro. Quando o situaram, viram que ele estava em apuros. Como não tinham outra coisa à mão, pegaram em pedras e começaram a atirá-las, afugentando a cobra.
_ Obrigado amigos, sem a vossa ajuda eu teria morrido, sobretudo agora que não tenho a minha arma de defesa.
Depois deste incidente, o ouriço temia sair à rua, para não ser atacado de novo.
O Picarolas pensava todos os dias na sua vida e na asneira que fez em mandar arrancar os seus picos. Pensou, então, ficar alguns dias na toca para os picos voltarem a crescer novamente. Mas, até lá, precisava de se alimentar. Como ele não tinha comida de reserva pediu ajuda ao Patolas que, prontamente, se ofereceu para ajudar. No dia seguinte, o Patolas levou-lhe uma quantidade enorme de fruta.
_ Obrigado, amigo rato, nem sei como hei-de agradecer _ disse o Picarolas emocionado.
_ Não tens que agradecer, amigo, a tua amizade sincera me basta. Se eu estivesse no teu lugar, também gostaria que fizesses o mesmo por mim. E como diz o ditado popular:

“ OS AMIGOS SÃO PARA AS OCASIÕES”



Aulas de apoio de Língua Portuguesa- 7º E- Daniel, Pedro , Luís Filipe

quarta-feira, 11 de junho de 2008

O Som Mágico





















Partindo da obra sugerida neste blog O Conselheiro do Rei de Alexandre Parafita, a docente de apoio de Língua Portuguesa propôs aos alunos que pegassem no índice e escolhessem uma história. Depois de retiradas só as imagens da história ,e sem saberem o seu contúdo , foi pedido que imaginassem uma história. Só depois os alunos foram confrontados com a verdadeira versão.
O resultado foi satisfatório:

Certo dia, um rapaz estava sentado numa pedra a tocar gaita, numa grande descontracção. Alheio ao que se passava à sua volta, o gaiteiro tocava suaves melodias de encantar.
Estava nisto, quando um comerciante passa por ali com o seu burro, carregado de loiças e, para espanto de todos, começaram a dançar. Sim, é verdade, burro e comerciante dançam ao ritmo da música, ao mesmo tempo que as loiças voavam, partindo-se.
A cena é digna de registo e até dá para rir. Quem não achou piada foi o comerciante que foi tirar satisfação com o gaiteiro.
_ Olha lá gaiteiro, eu não sei o que aconteceu, mas vais ter que me pagar os prejuízos!
_ Eu não fiz nada. O senhor e o seu burro é que começaram a dançar disparatadamente. Eu não tenho culpa, logo não pago.
Como não se entenderam, foram ter com o juiz.
_ Afinal o que se passa? _ perguntou o juiz.
_ O que se passa é que este gaiteiro, com a sua gaita, fez partir as minhas ricas loiças que são o meu sustento e recusa-se a pagá-las. _respondeu o comerciante.
_ É verdade esta história, senhor gaiteiro? _ perguntou o juiz.
_ O que aconteceu realmente foi que este senhor e o seu burro começaram a dançar, parecendo uns tontos, enquanto eu tocava sossegadamente. _disse sem mostrar preocupação.
Intrigado com a história, o juiz mandou o gaiteiro tocar. À semelhança do comerciante, também o juiz começou a dançar.
_ Mas o que se passa aqui? _ disse o juiz aflito. Mas a sua surpresa foi maior quando viu a sua mãe, que estava doente e entravada, a dançar feliz da vida.
Perante esta cena, o juiz concluiu que a gaita tinha poderes mágicos e que o gaiteiro não tinha culpa no sucedido, decidindo pelo seu perdão.
_ Olha rapaz, vai lá embora. Não te culpo pelos prejuízos e acabaste até por me fazer um grande favor. Guarda a gaita porque tens uma grande riqueza. Quanto aos prejuízos , eu lá me entendo com o comerciante
Apoio de Língua Portuguesa: Cecília, Marta, Mónica - 6º C