Mostrar mensagens com a etiqueta Reflexão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Reflexão. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 15 de julho de 2008

A Grande Torre-Quais são os profissionais mais importantes da sociedade?



Depois de terminado mais um ano lectivo , trabalhoso e bastante conturbado do ponto de vista das políticas para educação, e numa altura em que se fala de crise de valores e na degradação da imagem e do papel do professor na escola actual, resta-nos deixar uma reflexão de um educador já referenciado por nós- Augusto Cury- sobre o estado actual da sociedade e a crise na educação. Esta reflexão vem na parte final de um livro, sugerido por nós neste blog – Pais Brilhantes, Professores FascinantesComo formar jovens felizes e inteligentes , livro que todos pais e educadores deveriam ler, pois a sua mensagem vai ao encontro das nossas inquietações, angustias.
O poético sonho de reconquistar o valor da educação, tranposto para a história da
Grande Torre, é ainda uma miragem na sociedade actual. Mas, enquanto a sociedade não acorda, Augusto Cury procurou , no final do livro, prestar uma homenagem aos pais e aos professores, como agentes e “ construtores de um mundo melhor”. Conta então o autor:

Quais são os profissionais mais importantes da sociedade?

Num tempo não muito distante do nosso, a humanidade tornou-se tão caótica que os homens fizeram um grande concurso. Eles queriam saber qual a profissão mais importante da sociedade. Os organizadores do evento construíram uma grande torre dentro de um enorme estádio, com degraus cravejados de pedras preciosas. A torre era belíssimaa.Chamaram a imprensa mundial, a televisão, os jornais , as revistas e as rádios para realizarem a cobertura do acontecimento.
O mundo estava de olhos postos no evento. No estádio, pessoas de todas as classes sociais comprimiam-se para ver a disputa de perto. As regras eram as seguintes: cada profissão era representada por um ilustre orador e este deveria(...) fazer um discurso eloquente e convincente sobre os motivos pelos quais a sua profissão era a mais importante na sociedade moderna. A votação era mundial e pela internet.
Nações e grandes empresas patrocinavam a disputa. A categoria vencedora receberia prestígio social, uma grande soma em dinheiro e subsídios do governo.(...)
O mediador do discurso Bradou: “ O espaço está aberto!”
Sabem quem subiu primeiro à torre? Os educadores? Não! O representante da minha classe, a dos psiquiatras.
Ele subiu à torre e a plenos pulmões proclamou: “ As sociedades modernas tornar-se-ão uma fábrica de stresse. A depressão e a ansiedade são as doenças do século. As pessoas perderam o encanto pela existência. Muitas desistem de viver. A indústria dos anti-depressivos e dos tranquilizantes tornou-se a mais importante do mundo” (...)
O representante dos psiquiatras concluiu: “ O normal é ter conflitos e o anormal é ser saudável. O que seria da humanidade sem os psiquiatras?(...)
No estádio reinou o silêncio. Muitos da plateia olharam para si mesmos e perceberam que não eram alegres, estavam “stressados”, dormiam mal, acordavam cansados, tinham uma mente agitada, dores de cabeça.(...)
Em seguida, o mediador bradou: “O espaço está aberto!”. Sabem quem subiu depois? Os professores? Não! O representante dos magistrados – os juizes de Direito.
Ele subiu (...) e desferiu palavras que abalaram os ouvintes: “ Observem os índices de violência!(...) Os raptos, os assaltos e a violência no trânsito enchem as páginas dos jornais. A agressividade nas escolas, os maus tratos infantis, a discriminação racial e social fazem parte da nossa rotina. Os ouvintes menearam a cabeça, concordando com os argumentos. Em seguida, o representante dos magistrados foi mais contundente: !O tráfico de drogas movimenta tanto dinheiro como o petróleo. Não há como extirpar o crime organizado.(...)Sem os juizes e os promotores , a sociedade esfalece-se. Por isso , declaro que, com o apoio dos promotores e do aparelho policial, representamos a classe mais importante da sociedade.”
Todos engoliram em seco estas palavras. Elas perturbavam os ouvidos e queimavam a alma(...) Em seguida, o mediador, já a suar de frio, disse: “ O espaço está novamente aberto!”
Um outro representante mais intrépido subiu a um degrau mais alto da torre. Sabem quem foi desta vez? Os educadores? Não!
Foi o representante das forças armadas . Com uma voz vibrante e sem delongas, ele discursou: “Os homens desprezam o valor da vida. Eles matam-se por muito pouco. O terrorismo elimina milhares de pessoas. A guerra comercial mata milhões de fome.(...)As nações só se respeitam pela economia e pelas armas que possuem.Quem quiser a paz tem de se preparar para a guerra. Os poderes económico e bélico, e não o diálogo, são os factores de equilíbrio num mundo espúrio.”
As suas palavras chocaram os ouvintes, mas eram inquestionáveis. Em seguida, ele concluiu: “ Sem as forças armadas, não haveria segurança.(...) Os homens das forças armadas não são apenas a classe profissional mais importante, mas também a mais poderosa.” A alma dos ouvintes gelou.(...)
Os argumentos dos três oradores eram fortíssimos. A sociedade tinha-se tornado um caos. (...)
Ninguém mais ousou subir à torre. Em quem votariam?
Quando todos pensavam que a disputa estava encerrada, ouviu-se uma conversa na base da torre. De quem se tratava? Desta vez eram os professores. Havia um grupo deles da pré-primária, do ensino básico, do secundário e do universitário (...) e dialogavam com um grupo de pais. (...)As câmaras de televisão focaram-nos e projectaram a sua imagem numa grande tela. O mediador gritou para que um deles subissem à torre. Eles recusaram-se.
O mediador provocou-os: “ Há sempre cobardes numa disputa.” Houve risos no estádio. Fizeram troça dos professores e dos pais.
Quando todos pensavam que eles eram frágeis, os professores, com o incentivo dos pais, começaram a debater as ideias apresentadas, permanecendo no mesmo lugar.(...)
Um dos professores, olhando para o alto, disse ao representante dos psiquiatras: “ Nós não queremos ser mais importante do que vocês. Apenas queremos ter condições para educar a emoção dos nossos alunos, formar jovens livres e felizes, para que não adoeçam e sejam tratados por vocês.” O representante dos psiquiatras recebeu um golpe na alma.
Em seguida, um outro professor (...) olhou o representante dos magistrados e disse: “ Nunca tivemos a pretensão de ser mais importantes do que os juízes. Desejamos apenas ter condições para lapidar a inteligência dos nossos jovens, fazendo-os amar a arte de pensar e aprender a grandeza dos direitos e dos deveres humanos. Assim, esperamos que nunca se sentem no banco dos réus.” O representante dos magistrados tremeu na torre.
Uma professora, ao lado esquerdo da torre, aparentemente tímida, encarou o representante das forças armadas e falou poeticamente: “ Os professores de todo o mundo nunca desejaram ser mais importantes do que os membros das forças armadas. Desejamos apenas ser importantes no coração das nossas crianças. Almejamos levá-las a compreender que cada ser humano não é apenas um número na multidão, mas um ser insubstituível, um actor único no teatro da existência.”
A professora fez uma pausa e completou: “ Assim, eles apaixonar-se-ão pela vida e, quando detiverem o controlo da sociedade, nunca farão guerras, sejam guerras físicas que tiram o sangue, sejam comerciais que tiram o pão. Pois cremos que os fracos usam a força, mas os fortes o diálogo para resolver os seus conflitos. Cremos ainda que a vida é a obra-prima de Deus, um espectáculo que nunca deve ser interrompido pela violência humana.”
Os pais deliraram de alegria com estas palavras. Mas o representante do sistema judicial quase caiu da torre.
Não se ouvia um zumbido na plateia. O mundo ficou perplexo. As pessoas não imaginavam que os simples professores, que viviam no pequeno mundo das salas de aula, fossem tão sábios. O discurso dos professores abalou os líderes do evento.
Vendo ameaçado o êxito da disputa, o mediador do evento disse arrogantemente: “ Sonhadores! Vocês vivem fora da realidade!” Um professor destemido bradou com sensibilidade: “ Se deixarmos de sonhar, morreremos!”
Sentindo-se questionado, o organizador do evento pegou no microfone e foi mais longe na sua intenção de ferir os professores: “Quem se importa com os professores actualmente? Comparem-se com as outras profissões. Vocês não participam das reuniões políticas mais importantes. A imprensa raramente os noticia. A sociedade pouco se importa com a escola. Olhem para o salário que vocês recebem no final do mês!” Uma professora fitou-o e disse com segurança: “ Não trabalhamos apenas pelo salário, mas pelo amor dos seus filhos e de todos os jovens deste mundo.
Irado, o líder do evento gritou: “ A sua profissão será extinta nas sociedades modernas. Os computadores estão a substituí-los! Vocês não são dignos de estar nesta disputa!”
A plateia, manipulada, mudou de lado. Condenaram os professores. Exaltaram a educação virtual. Gritaram em coro: “ Computadores! Computadores! Fim dos professores” O estádio entrou em delírio repetindo esta frase. Sepultaram os mestres. Os professores nunca tinham sido tão humilhados. Golpeados por estas palavras, resloveram abandonar a torre. Sabem o que aconteceu?
A torre desabou. Ninguém imaginava, mas eram os professores e os pais que seguravam a torre. A cena foi chocante. Os oradores foram hospitalizados. Os professores tomaram então outra atitude inimaginável: abandonaram, pela primeira vez, as salas de aula..
Tentaram substituí-los por computadores, dando uma máquina a cada aluno. Usaram as melhores técnicas de multimédia. Sabem o que aconteceu?
A sociedade desabou. As injustiças e as misérias da alma aumentaram mais ainda. A dor e as lágrimas expandiram-se A prisão da depressão, do medo e da ansiedade atingiu grande parte da população. A violência e os crimes multiplicaram-se.(...)
Estarrecidos, todos compreenderam que os computadores não conseguiam ensinar a sabedoria, a solidariedade e o amor pela vida. O público nunca pensara que os professores fossem os alicerces das profissões e o sustentáculo do que é mais lúcido e inteligente em nós. Descobriu-se que o pouco de luz que entrava na sociedade vinha do coração dos professores e dos pais que arduamente educavam os seus filhos.(...)
Perceberam que a esperança de um belo amanhecer repousa em cada pai, cada mãe e cada professor e não sobre os psiquiatras, os juízes, os militares, a imprensa...(...) _ eles são a esperança do mundo.
Perante isto, os políticos, os representantes das classes profissionais e os empresários fizeram uma reunião com os professores em cada cidade de cada nação. Reconheceram que tinham cometido um crime contra a educação. Pediram desculpas e rogaram que eles não abandonassem os seus filhos.
Em seguida, fizeram uma grande promessa. Afirmaram que metade do orçamento que gastavam com armas, com o aparato policial e com a indústria dos tranquilizantes e dos antidepressivos seria investida na educação. Prometeram resgatar a dignidade dos professores, e dar condições para que cada criança da Terra fosse nutrida com alimentos no seu corpo e com o conhecimento na sua alma.(...)
Os professores choraram.(...) Há séculos que eles esperavam que a sociedade acordasse para o drama na educação. Infelizmente, a sociedade só acordou quando as misérias sociais atingiram patamares insuportáveis.
Mas, como sempre trabalharam como heróis anónimos e sempre amaram cada criança, cada adolescente e cada jovem, os professores resolveram voltar para a sala de aula e ensinar cada aluno a navegar nas águas da emoção.
Pela primeira vez, a sociedade colocou a educação no centro das suas atenções.(...)
Os jovens já não desistiam da vida. Já não havia suicídios. O uso das drogas dissipou-se. Quase já não se ouvia falar de transtornos psíquicos e de violência. E a discriminação? O que era isso? Já ninguém se lembrava do seu significado(...) O medo dissolveu-se, o terrorismo desapareceu, o amor triunfou.
As prisões tornaram-se museus. Os polícias tornaram-se poetas. Os consultórios de psiquiatria esvaziaram-se. Os psiquiatras tornaram-se escritores. Os juízes tornaram-se músicos. Os promotores tornaram-se filósofos. E os generais? Descobriram o perfume das flores, aprenderam a sujar as suas mãos para as cultivar.
E os jornais e as televisões do mundo? O que noticiavam, o que vendiam? Deixaram de vender mazelas e lágrimas humanas. Vendiam sonhos, anunciavam a esperança...
Quando se tornará esta história realidade? Se todos sonharmos este sonho, um dia ele deixará de ser apenas um sonho.

CURY, Augusto- Pais Brilhantes, Professores Fascinantes- Como formar jovens felizes e inteligentes, 1ª ed., 2004, páginas 159-167, Editora Pergaminho ( Texto com supressões)

quarta-feira, 5 de março de 2008

DIA INTERNACIONAl DA MULHER


Há datas e eventos que a escola não pode esquecer. O dia Internacional da Mulher – 8 de Março é um deles.
Reconhecer e praticar os direitos humanos exige que se fale da mulher em conjunto, independentemente da disciplina que se lecciona.
Ouve-se dizer que a vida e a condição das mulheres já não é como era dantes e que agora são mais respeitadas e vistas com outros olhos. Mas…


Afinal, o que mudou?

Apregoa-se por todo o lado, jornais, revistas, meios de comunicação social, que a mulher, ao longo dos tempos, tem-se emancipado e ganho grandes batalhas na luta pela igualdade de oportunidades e pela dignificação do seu papel. É verdade. A mulher conquistou o direito ao voto, ao trabalho fora de casa; já se pinta, anda na moda, sai sozinha de casa, detém cargos políticos, sociais em sectores fundamentais da sociedade. No entanto, temos que pensar na grande maioria de mulheres que continua a se descriminada no salário, que tem toda a carga familiar em cima de si (arranjar a comida, cuidar da casa, tratar dos filhos, ir às compras, trabalhar…), nas mulheres sozinhas, com filhos, que aumentam cada dia no nosso país, nas mulheres vitimas de violência, nas mulheres desempregadas, sem escolaridade, sem saída. Há direitos que, sem dúvida, ainda são negados às mulheres.
Muito se tem feito em prol da dignificação da mulher, mas também há muito por fazer na salvaguarda dos seus direitos e, sobretudo, no reconhecimento do deu valor e papel na sociedade.

É revoltante quando se lê que, por esse mundo fora, em cada segundo uma mulher é violada…Em cada minuto, uma mulher é espancada…Não é possível esquecer as violações das mulheres na guerra da Bósnia e ignorar o que se passa na Argélia. E a ablação do clítoris, diariamente praticada e que todos calam e até aceitam, sob o pretexto da tradição e da cultura? Que cultura é esta que tortura e mata as mulheres? E porquê? Quem é que deu ao homem esse direito de espancar, de massacrar e cometer as maiores e mais inimagináveis atrocidades contra a mulher, ser igual em carne e osso a ele?
São muitas as humilhações e crimes a que as mulheres do mundo civilizado e não civilizado estão sujeitas neste tempo de paz podre…
É necessário por fim a este estado de coisas horrendas que em nada engrandecem o Homem.
Creio que a dignificação e a liberdade da mulher passa pela educação, pois ao estudar, ao trabalhar, ela adquire não só a sua independência económica, como também a auto-estima necessária para enfrentar grandes desafios que se lhe colocam, deixando de ser apenas vista como dona de casa, esposa que deve obediência e respeito ao marido, como “bibelot”ou mero objecto de prazer.
A violência doméstica é um problema social que atinge todas as classes e que a todos diz respeito. Por isso, é necessário atacar o problema de raiz, começando pelas escolas, reflectindo e falando sobre a mulher, É necessário que nas escolas se criem espaços, momentos para reflectir sobre este problema, a fim de que haja uma mudança nas mentalidades, se bem que fazê-lo demora gerações, mas já é um começo.

Salete Valente

Notícia- A terrível tragédia do incesto

Todos nós, de uma maneira ou de outra, já contactamos ou convivemos com situações de violência doméstica. Todos nós sabemos que ela ocorre em todas as classes sociais e que as suas consequências físicas e psicológicas são de uma brutalidade desumana, deixando marcas para toda a vida.

“ Fui violada pelo meu pai”.
Envergonhada e confusa, a jovem guardara durante 13 anos o terrível segredo. Finalmente descobriu que a verdade a libertaria.
“Quando eu tinha 9 anos, vivíamos numa casa grande. Os meus dois irmãos dormiam no 1º andar, o meu ficava no rés-do-chão, perto do dos meus pais. Uma noite, depois do jantar, enquanto a minha mãe se encontrava numa reunião da associação de pais e professores, o meu pai entrou no meu quarto. Eu estava quase a adormecer. Ele aproximou-se da cama, deitou-se em cima de mim e violou-me. Naturalmente, não percebi o que estava a acontecer. Só me lembro de ter começado a chorar porque senti uma dor horrível. Quando tudo acabou, ele saiu do quarto, avisando-me: “ Nem uma palavra acerca disto à tua mãe. Não contes a ninguém. É o nosso segredo”. Chorei toda a noite.
Muitas pessoas julgam que o incesto só acontece em famílias pobres, degradadas, mas o meu pai não tinha a “desculpa” da bebida, da pobreza ou de qualquer deficiência mental. Os meus pais tinham bons empregos e a família vivia sem dificuldades.
Às quintas-feiras à noite a minha mãe tinha uma aula de ginástica que durava uma hora. Para mim esse dia era um pesadelo. Cheia de medo, mostrava-me absolutamente desatenta nas aulas e, em casa, recusava-me a falar.
Depois do trabalho, a minha mãe dava-nos rapidamente o jantar a mim e aos meus irmãos, e punha-nos na cama para poder sair mal o meu pai chegasse a casa. Embora ele por norma chegasse tarde, às quintas chegava muito mais cedo. Depois voltava a acontecer, sem qualquer troca de palavras. (…) Eu estava sozinha com o meu terrível segredo. Porque teima o meu pai em dizer que isto é um segredo? Por que o faz sempre quando a minha mãe não está em casa? Comecei a achar que não era um comportamento normal.
A certa altura, a minha mãe foi hospitalizada (…) e, então, totalmente à vontade, o meu pai passou a ir todas as noites ao meu quarto. Numa dessas noites, gritei-lhe que, se ele continuasse a fazer aquilo, eu contava à minha mãe. Sem dizer uma palavra, ele saiu do quarto (…).
Apesar de tudo, eu ainda tinha medo de ficar com ele sozinha (…). Aos treze anos, interrogara-me: “ Se contares, o que é que vai acontecer?”. Por mais que dissesse a mim mesma que a culpada não era eu, não conseguia deixar de sentir-me envergonhada.
Mais tarde, o meu pai abandonou a minha mãe para ir viver com uma mulher 25 anos mais nova. (…) Depois contei a minha história.(…)

Selecções do Reader´s Digest

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Importância da leitura


“ Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra”.
Da universalidade das palavras de John Donne ressalta a ideia de que é imanente ao homem a necessidade de comunicar. Aprender a ler é justamente, aprender a comunicar e a situar-se em relação aos outros. A leitura é um poder, é uma arma que o indivíduo dispõe para conhecer o mundo que o rodeia. Ler é cultivar-se, é evoluir, é situar-se socialmente entre aqueles que são responsáveis, que têm ideias, que sabem, que podem e têm o direito de discutir.
A leitura, mais do que um momento de evasão, é um meio de socialização. Ensinar uma criança a ler é, segundo André Dehant-1974, “ dar-lhe um instrumento de revolução permanente, é torná-la mais humana, é garantir-lhe a oportunidade de se realizar plenamente no contacto com os melhores espíritos”.
A leitura é uma actividade essencial a qualquer área do conhecimento, intimamente ligada ao sucesso do que se aprende. A leitura permite ao homem situar-se com os outros, possibilita a aquisição de diferentes pontos de vista e o alargamento de experiências.
Ler é um acto libertador e uma sociedade que não se sabe expressar, que não sabe dizer o que quer, é mais escrava dos outros, é mais manobrável.
Husserl dizia que “ aprender a ler e a escrever é um meio inesgotável de cultura”. Na verdade, aprender a ler na sociedade moderna tornou-se uma necessidade básica e fundamental para nela se poder viver, ser aceite e participar nos recursos que ela disponibiliza.
É privado do poder de ler aquele que não dispõe do poder de comunicar com outrém É ainda privado do poder de ler aquele que não sabe compreender um texto numa atitude crítica. Não basta saber ler o código gráfico, é preciso compreender o que se lê e dar a sua opinião.


Salete